quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O semáforo

Há um cruzamento, da Avenida Espanha com Carmem Dias Faria
Por lá eu passo quase todo dia
Nele um semáforo, que alguém até chama de farol, controlava o vai-e-vem, de sol-a-sol
Infelizmente, muitos problemas havia... hora estava apagado, hora só uma cor acendia,
hora só o alerta piscava, hora normal ficava, só a tardinha
E é assim por tanto tempo, aniversário já deve ter feito, outros já foram até trocados, mas do Avaré I permanece com defeito
Não sei se acontece em outros cantos da cidade, mas aqui o semáforo vai perdendo a credibilidade
Mesmo quando funciona, tem gente que vai só pela visão, se acha que está tranquilo, passa mesmo o vermelho dizendo "não".
Triste essa situação, pois as pessoas devem fazer o certo porque é o melhor, não só por medo de multa ou punição.
Quem sabe isso mude, lembrem do povo e ganhemos um semáforo novo, afinal esse é ano de eleição.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O engodo do horário de verão

Horário de verão é uma enganação.
Não falo sobre o quesito economia de energia, não tenho argumentos sobre isso,
Falo sobre a ilusão de se ter mais tempo no dia.
Chegamos em casa e parece que ainda é meio da tarde, que temos muito tempo para aproveitar. É verdade que ficamos com mais horas de sol, mas quando você menos percebe, já é 10, 11 horas da noite!
Fato é: se usamos uma hora a mais no horário de verão para fazermos algo que não fazíamos antes, temos que tirar essa hora de alguma outra atividade. E, normalmente, é do sono.

terça-feira, 21 de julho de 2015

A "pegadinha" sem graça

Ontem, no centro da cidade, deparei-me com um mendigo caído no meio da calçada. Percebi que, ao seu lado, uma mulher e duas garotas (pareciam mãe e filhas) olhavam preocupadas, como se quisessem ver algum sinal vital, Por saber se estava acordado...
Quando, de repente, o homem ergue a cabeça gritando "Sai, sai daqui!" e tenta segurar o pé de uma das garotas, As três pulam de susto e entram correndo na primeira loja que encontram.
O que poderia ser uma "pegadinha" que veríamos na internet e TV, rindo da situação, no momento só trouxe-me o sentimento de pena pelas mulheres, que só queriam ajudar, e raiva da atitude daquele homem.
Passei ao lado do mendigo, ainda deitado no chão, e vi que a mulher consolava a filha, que soluçava de choro, causado pelo susto. Isso tudo porque estavam preocupadas com aquela pessoa caída no chão. Por atitudes deste tipo muitas preferem ignorar uma pessoa caída, preferindo imaginar que está só "dormindo por causa da cachaça".