sexta-feira, 26 de julho de 2013

Perdi um dia da semana

Mesmo sabendo que teria jogo da Libertadores, tinha certeza de que era terça.
"Devem ter mudado a programação por algum motivo extraordinário", pensei.
Na manhã do dia seguinte, tinha certeza de que era quarta até que alguém comentou que era quinta-feira. Olhei em um calendário (com atenção, pela primeira vez na semana) e confirmei.
Perdi um dia da semana.
Acho que o fato da minha filha ter voltado pra escola na terça-feira fez eu mesclar esse dia com segunda, sei lá.
Só sei que me perdi completamente.

domingo, 21 de abril de 2013

Primeiro dia: muletas

Eu preferia de alumínio, mas as que vieram são de madeira. Andar de muletas não é só questão de equilíbrio, atividades que eram simples e rápidas agora se tornaram muito mais complexas e demoradas.
Tive de mudar o meu ritmo, em compensação passei a dar muito mais atenção em mim mesmo e no que eu estou fazendo. Tenho que prestar atenção em cada tarefa, para aproveitar ao máximo minha movimentação entre os cômodos, pois dá muito trabalho ficar zanzando por aí.
Também notei como minha casa não tem adaptações, locais para se apoiar, principalmente no banheiro. Com certeza terei de investir nisso quando a idade chegar, rs

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dia 1: o cascalho e a fíbula

Estirado ao chão, sem poder me mexer por causa do pé preso, mas felizmente por só alguns segundos. Sempre aparece alguém pra ajudar e isso me admira, faz ainda acreditar na humanidade.
Estou bem, estou bem (parecia), lavei o ferimento na mão e ainda concluí o que fui fazer, a razão de estar lá,  de tentar estacionar lá.
Tão ruim quanto a dor é a vergonha de todo mundo saber e a raiva de ter sido algo tão idiota, que poderia ser facilmente evitado.
Por isso mesmo segurei a vontade grande de ar check-in no hospital, postar foto do pé inchado e coisas assim. Deu uma necessidade de um pouco de privacidade, sei lá.
Admirado também fiquei com a atenção de um chefe, que me auxiliou desde o momento que soube até me mandar para casa, já medicado e engessado. Tratou um funcionário como um pai cuida de um filho.
Sim, pé engessado (ainda não sei por quanto tempo) e ainda com chance de ter meu salário do mês que vem diminuído por conta da licença. Ê laiá...
Ao menos não terei de encarar a chatice da visita do TCU.




Em casa, assim que chegaram as muletas lembrei do personagem Herschel, da série The Walking Dead, o que me serviu para tomar uma decisão desde já: não ia dar uma de coitado, ia me esforçar e aprender a me virar, dando o mínimo de trabalho aos outros.
E foi no decorrer do final do dia, quando comecei a sentir as dificuldades para fazer coisas banais e como meu dia a dia ia mudar, foi que comecei a entender o porquê...