terça-feira, 13 de maio de 2008

Eu colaboro com o meio-ambiente: óleo de cozinha

Inicio aqui a série Eu colaboro com o meio-ambiente, onde vou colocar algumas medidas práticas que eu adoto para colaborar com a preservação de recursos e, por tabela, com o futuro do planeta.

Existem inúmeras dicas para tomarmos atitudes mais responsáveis quanto à sustentabilidade e eu poderia copiar e colar muitas aqui, entretanto achei muito mais interessante dar um depoimento pessoal de ações que eu realmente pratico!

O objetivo é mostrar que, mesmo que você não seja o Senhor-Natureza, um eco-chato, é muito melhor fazer pouco do que não fazer nada.

E, devagarinho, novos comportamentos vão sendo assimilados.

Pra começar, o tema de hoje é óleo de cozinha.

Todos nós sabemos o mal que o óleo de cozinha, jogado na pia ou no cantinho da cozinha, faz:

O óleo de cozinha é altamente prejudicial ao meio ambiente e quando jogado na pia (rede de esgoto) causa entupimentos, havendo a necessidade do uso de produtos químicos tóxicos para a solução do problema.
Muitos bares, restaurantes, hotéis e residências ainda têm jogado o óleo utilizado na cozinha na rede de esgoto, desconhecendo os prejuízos que isso causa.

Jogar o óleo na pia, em terrenos baldios ou no lixo acarreta três fins desastrosos a esse óleo:

  • permanece retido no encanamento, causando entupimento das tubulações se não for separado por uma estação de tratamento e saneamento básico;
  • se não houver um sistema de tratamento de esgoto, acaba se espalhando na superfície dos rios e das represas, causando danos à fauna aquática;
  • fica no solo, impermeabilizando-o e contribuindo com enchentes, ou entra em decomposição, soltando gás metano durante esse processo, causando mau cheiro, além de agravar o efeito estufa.

Não jogar óleo em fontes de água, na rede de esgoto ou no solo é uma questão de cidadania e por isso deve ser incentivada
Texto retirado do HowStuffWorks.

Entretanto, o primeiro pensamento é: mas vou fazer o que com ele?

Há algum tempo minha esposa vem guardando o óleo usado. Disse que iria fazer sabão, mas eu sabia que isso ia ser uma tarefa complicada.

Felizmente a Secretaria do Meio Ambiente da minha cidade (Avaré) iniciou um programa de coleta e reciclagem de óleo usado e hoje enviei a primeira remessa (três litros).

Guardar o óleo é fácil. Nós colocamos em um potinho de margarina e depois passamos para uma garrafa pet. Mais complicado é levar, mas nada que uma mochila nas costas não resolva (o peso é pequeno). No meu caso, o posto de coleta fica no centro da cidade, o que ajuda também. Se você tiver carro, mais fácil ainda.

Mesmo que em sua cidade não tenha coleta de óleo e você não esteja a fim de fazer sabão, talvez conheça alguém que faça. Guarde o óleo e dê pra ele.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Caso Isabella: todos iguais, mas uns mais iguais que os outros

Há dias eu estava querendo escrever sobre o caso da menina Isabella, assassinada dia 29 de março, na Zona Norte de São Paulo.

Opinião formada eu já tinha, apenas não encontrava tempo para escrever tudo o que queria. Foi então que encontrei um ótimo post no blog De tudo um muito: Caso Isabella virou novela doentia, sobre uma reportagem do jornalista Cláudio Lealm entrevistando o antropólogo Roberto Albergaria.

Ele analisa o fato em um espectro maior, destaca alguns pontos (e usa algumas palavras) que eu nem pensei, mais muito do que ele disse é exatamente o que eu penso.

Um exemplo:

- Há um lado doentio, e quem alimenta essa doença, que se tornou uma epidemia como a dengue, é a própria mídia. Porque há um viés “comunicacionista” ao se alimentar de forma mórbida uma história trágica. E transformar essa história trágica numa novela, no mesmo estilo das novelas das grandes televisões: mexicana.


Outro dia uma reportagem na TV focou esse lado: vi inúmeras pessoas que passam horas e horas em frente à casa dos envolvidos, esperando pra tirar uma foto, protestar ou apenas para não perder nenhum detalhe do caso. Esse pessoal não tem o que fazer? Ninguém trabalha, não? Por que, então, não vão em frente à prefeitura do Rio, protestar pelo número de crianças mortas por causa da dengue?


Por que, quando o garoto "Zezinho" sumiu de casa e apareceu morto, a notícia só rendeu 30 segundos no jornal local e não chamaram o CSI para investigar o caso? Será que é porque ele era da classe E? Será que era porque os pais não tinham instrução?

Brasil, a Isabella não foi a única criança a ser morta no país! Não foi a primeira e nem será a última, infelizmente. Deixem a polícia fazer seu trabalho. E deixem a menina descansar em paz!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Determinação e auto-disciplina: duas vezes ao dia com um copo d'água

Cumprir os compromissos com terceiros é questão de responsabilidade. Fazê-lo com quem é seu superior (seu chefe, seu professor etc) é, também, sinal de inteligência. Quem não consegue sofre as conseqüências, invariavelmente.

O mais difícil, todavia, é cumprir compromissos consigo mesmo. Por mais que saibamos que tal tarefa é importantíssima, que é fundamental para atingirmos um determinado objetivo, não conseguimos ser determinados o suficiente para seguirmos regras pessoais.

Acabamos sempre aceitando as desculpas que nós mesmos nos damos: estava chovendo, estou cansado hoje, é só um pedacinho, amanhã eu faço e em dobro.

Quando o resultado não vem a curto prazo, então, tudo fica mais difícil. E depois nos perguntamos em que ponto o plano não deu certo.

Determinação: essa é a palavra que separa os vitoriosos de todos os outros. É encarar uma promessa feita a si mesmo com a devida importância. É não procrastinar, é fazer o que tem de ser feito no momento necessário, mesmo que seja difícil.

Ter um objetivo, avaliar com ponderação a importância de atingi-lo e não esquecer disso jamais. Seja largar um vício (e o conjunto de vícios é bem maior do que imaginamos), emagrecer, passar em um concurso, aprender qualquer coisa.

Sim, talvez as coisas fiquem difíceis e sim, talvez você tenha de mudar de objetivo, mas não, não confunda dificuldade com impossibilidade.

Claro, esse texto se aplica a mim: ainda tenho muito a crescer e sei que só com muita determinação e auto-disciplina conseguirei. Mas também coleciono bons exemplos em minha vida de como isso dá certo.