sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
A enfermeira, o cão e a violência
Junto com o texto com dados bem completos (RG, nome da mãe, telefones, possíveis endereços), uma petição online pedindo punição máxima a essa pessoa e o vídeo mostrando o tal assassinato.
Rodei o vídeo para tentar ver o rosto da fulana antes das agressões começarem, mas não consegui e não tive coragem de assistí-lo inteiro.
Não vou nem discutir o ato inadmissível feito contra um pobre animal que, é claro, gera revolta e junto com ela o desejo de que justiça seja feita, a qualquer modo, preferencialmente com os mesmos requintes de crueldade.
O que eu quero ressaltar é que o que nos separa de pessoas como essas é o respeito pela vida, mesmo de quem não mereça. É claro que tal ato merece punição exemplar e espero que a divulgação chame a atenção da sociedade para leis mais duras de proteção para os animais (quantos e quantos casos devem ocorrer todos os dias pelos quintais das casas).
No entanto, o que eu vejo nos comentários é um ódio e uma incitação à violência num nivel tão chocante quanto às cenas do video. Claro, podem ser declarações no calor do momento e nesse instante qualquer um pode ser dominado pela raiva e desejo de sangue, mas agir assim apenas nos rebaixa ao nível que quem repudiamos.
Com tantos dados pessoais disponíveis e compartilhados de forma tão rápida (é a maravilha da internet) não duvido que apareçam alguns fanáticos (sempre existem) ou psicopatas (Dexter feeling) que resolvam aplicar na prática a "vontade de muitos", num ato de selvageria e bestialidade (merecida, vão dizer). Pode até que sobre pro marido da enfermeira, afinal vai que ele era conivente?
O cachorro será vingado? Pode ser. Seremos pessoas melhores depois disso? Com certeza, não.
Só sei que violência gera violência, ódio gera ódio e são sentimentos próprios do ser humano, mas que nem por isso devem ser exaltados e inflamados. Caso contrário, o destino é a barbárie.
sábado, 15 de setembro de 2007
Cargo público é para quem faz concurso
pelo fortalecimento do concurso público obrigatório, transparente e democrático.
Como se sabe, há duas PECs (Proposta de Emenda Constitucional) que tramitam no Congresso Nacional. O objetivo dessas PECs é a tentativa de efetivar milhares de servidores públicos que não fizeram o concurso exigido pela Constituição Federal. Se forem aprovadas, será o maior e mais vergonhoso trem da alegria da história da República. Ou seja: através de um artifício legal, serão efetivados funcionários requisitados e terceirizados/contratados, num total que pode chegar aos 300 mil servidores. Isso mesmo: 300 mil servidores que não fizeram concurso público. Mais que um trem da alegria, este é um trem da imoralidade.
Para participar e assinar o abaixo-assinado, clique aqui.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Morte e vida
Enquanto esperávamos na sala de maternidade, acompanhamos chocados pela televisão as notícias sobre mais um acidente aéreo no Brasil.
Ainda não sabia-se ao certo o número de vítimas, mas pelos detalhes, todos sabíamos que não havia chances de algum passageiro (eram quase 200) ter sobrevivido.
Após cinco cesáreas, cerca de 00:40, minha esposa foi atendida e após fazer alguns exames, ficou em observação.
Tentei dormir um pouco e às 7:20h liguei pra Helena. Estava tudo bem, mas me avisou que a bolsa havia rompido. Como as contrações não estavam constantes, não havia tanta pressa. Engano meu.
Logo em seguida o médico chegou no quarto e avisou-a da necessidade de cesárea.
Quando cheguei ao quarto, ela não estava mais na cama... a enfermeira me avisou: foi para a cesárea... já deve ter nascido...
Mas já?!? - pensei comigo. E corri para o berçário. Lá estava ela, minha filha, chorando a plenos pulmões, em seus primeiros minutos neste planeta doido! Instantes de alegria, satisfação... não sabia bem como agir, o que dizer... queria apenas ficar observando todos os detalhes, cada característica da minha lindinha....
O doutor passou e me deu os parabéns. Ainda meio aturdido, demorei pra perguntar os detalhes. Minha esposa estaria no quarto em 20 minutos. As duas estavam bem, era isso que importava.
Depois soube do peso: 3,730kg. Que garotona, hehe!
Detalhe: Amanda Maria Pereira nasceu 29 meses e 19 dias depois do meu casamento! :)
terça-feira, 1 de maio de 2007
Sobre a Carta de 2070
O texto faz uma descrição apocalíptica sobre como será viver no final do século com extrema escassez de água potável e com a atmosfera poluída.
Posso dizer que o texto me comoveu, não por ele ser uma premonição de como será o futuro em 2070, mas porque estamos sentindo na pele os efeitos do bagunça que fizemos no ambiente planetário. Talvez não cheguemos à situação descrita (ao menos em 2070), mas sabemos que o clima será muito mais agressivo que agora.
Sempre pensei no mundo que deixaria para os meus filhos, mas agora que isto (a paternidade) está se tornando algo concreto, minhas preocupações aumentam ainda mais.
Sou pequeno, sou apenas um, mas posso fazer alguma coisa. Nós precisamos!
Para quem quiser, pode ler o texto da Carta aqui.
terça-feira, 24 de abril de 2007
Latino: como fazer sucesso com música ruim
- uma letra simplória que parece ter sido escrita por um adolescente para, só pra "zoar", durante o intervalo na escola;
- essa letra tem conotação sexual quase explícita (pois é muito difícil fazer algo implícito), no limite entre o simples mau gosto e a vulgaridade;
- a melodia se baseia no simples, pois quem curte esse tipo de canção não se apega muito a isso. Ou é uma versão de um hit internacional.
A bola da vez é o hit Sem Noção
Composição: Latino
Olha, sem noção
Meu irmão, que avião
Que tesão, nossa
Que malão, que melão
Que capusão, é tudo ão
Refrão (choramingando)
Ela ta de mala cheia vou articular
Vai cair na minha teia se me ver chorar
Vou dar uma de tadinho pra ela consolar
E no enganation do chorinho eu vou acasalar
Refrão
Ela ta de mala cheia vou articular
Vai cair na minha teia se me ver chorar
Vou dar uma de tadinho pra ela consolar
E no enganation do chorinho vou acasalar
Que malão, que melão
Que capusão, é tudo ão
Refrão
Sem noção
(que malao, que malao, que melao, que malão)
To sem noção, to sem noção
A mulherada toda ta pirando o cabeção
To quebrando ate embaixo, rebolando ate o chão
E os cuecas so na pista de plantão
Meu trunfo é o sete, ninguem me pega
E no enganation do chorinho eu passo a regua
Elas sempre tem peninha quando escutam o meu refrão
E no final da noite eu to de boca no melão
Refrão
Ela ta de mala cheia vou articular
Vai cair na minha teia se me ver chorar
Vou dar uma de tadinho pra ela consolar
E no enganation do chorinho vou acasalar
Que malão, que melão
Que capusão, é tudo ão
Refrão (2x)
Sem noção
(que malao, que malao, que melao, que malão)
To sem noção, to sem noção
A mulherada toda ta pirando o cabeção
To quebrando ate embaixo, rebolando ate o chão
E os cuecas so na pista de plantão
Meu trunfo é o sete, ninguem me pega
E no enganation do chorinho eu passo a regua
Elas sempre tem peninha quando escutam o meu refrão
E no final da noite eu to de boca no melão
Refrão (2x)
Fonte: Letras Terra
Mas a culpa não é dele. A culpa é nossa, por gostar, por assistir, por cantarolar e achar o maior barato ser idiota, de ouvir música ruim só porque é o que a nossa galera faz e deve estar na moda, já que é o que a TV regurgita pra gente.
Editado em 12.05.2007
quarta-feira, 4 de abril de 2007
Uma coisa é achar a resposta. Outra é achar a resposta certa.
Um comentário recente neste blog, que me informava sobre uma falha minha ao citar um conteúdo errado de um site, trouxe à tona um tema que queria expor há algum tempo.
Trata-se da confiabilidade das informações na internet.
É comum ouvir-se dizer:"Ah, acabei de ver na internet" ou "Deu na internet: fulano morreu!" e muitas outras notícias que viram verdade apenas porque apareceram via Web.
Base da propagação de todos os hoax (como são chamados os boatos da internet), essa fé de que o que lemos é verdade, tem levado a muitos enganos, muito maiores e desastrosos do que o meu, citado acima.
É verdade que a internet aumentou em muito a velocidade em que as informações chegam até nós, porém isso também diminuiu o tempo em que a informação é "digerida", analisada para depois ser repassada às massas.
Publica-se primeiro, depois verifica-se se é verdade (alguns nem isso).
Alia-se ao fato que qualquer um pode escrever qualquer coisa (este blog é prova disso, hehe) e não é porque o dono de um site é amante de peixes que a informação que ele escreveu sobre a piracema é correta).
Nesse momento, recorremos aos portais, aos "grandões" da internet, mas mesmo lá não há como garantir que todos os subsites, todas as colunas têm a mesma credibilidade (blogueiros famosos já foram enganados por "patos" (histórias falsas) divulgados na net (o pessoal do Cocadaboa de vez em quando apronta uma dessas).
Até mesmo a Wikipedia tem recebido críticas dos educadores (não por causa dela, mas porque os alunos dão crédito demais às informações que acham lá).
O que fazer então para não se enganar ou, ao menos, diminuir a chance de ficar com a informação errada?
Bem, posso dar algumas dicas:
- verifique a origem do site: uma coisa é você ler algo em www.estadao.com.br. Outra é ler em www.eusouumreporterlegal.com. Embora o segundo (fictício até o momento) possa conter também informação correta, o primeiro tem toda uma estrutura conhecida, antiga e fora da web. Sites de instituições, jornais, enciclopédias, têm mais chance de conter a informação correta;
- compare informações: mesmo que o primeiro link dos resultados da pesquisa já traga tudo o que procura, dê uma olhada em outros e compare os resultados. Vale aí o quesito acima tb. Se um "site" tradicional confirmar o que outro disse, mais pontos para o seu primeiro achado;
- compare com as informações off-line. Embora muitos não tenham mais o hábito, a leitura de periódicos (jornais, revistas) de qualidade serve como base pra checarmos alguma informação;
- tenha muito cuidado principalmente quando o assunto envolve a sua saúde. Não queria diagnosticar doenças, prescrever tratamentos ou remédios, em si ou nos outros, baseando-se apenas no que leu na internet (mesmo em sites mais confiáveis). Embora a rede nos permita saber muito mais sobre saúde (ou a falta dela), ainda não substitui um médico de verdade.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Algum PowerPoint mudou sua vida?
Uma das primeiras coisas que fazemos ao iniciarmos no mundo da internet é criar um e-mail (e atualmente "ter" um MSN e um orkut). Pegamos alguns endereços e começamos a trocar mensagens.
Rapidamente surge em nossa caixa de entrada um e-mail com anexo ".ppt". Nossa, que mensagem linda, profunda, com belas imagens e uma música de fundo que não tem como não nos emocionar. Algo muito bom assim não pode ficar somente conosco (até porque a mensagem pede, ao seu final, que enviemos para todas as pessoas especiais em nossa vida), então encaminhamos a todos da nossa pequena lista.
Num piscar de olhos nossa lista de contatos aumenta e exponencialmente, nossos e-mails recebidos. Entre spams, piadinhas e outras futilidades, ainda estão lá, aquelas maravilhosas mensagens de ânimo, conforto e alegria (e atualmente, vindo para a caixa de mensagens do orkut também).
Eu devo receber umas cinco destas por dia, mas sei de casos em que passam de uma dezena.
E então eu me pergunto: qual a vantagem disso?
Lembro dos meus tempos de Comunidade de Jovens em que o palestrante contava uma estória, inserida no contexto da mensagem que ele passava. Ela servia pra fixar o que havia sido dito, levar a uma reflexão e fazer-nos pensar. Voltando mais ainda no passado, minha mãe escutava várias estórias do meu avô, "mensagens" que serviram muito na formação do seu caráter.
Mas essas mensagens "powerpoint" (na verdade, arquivos de apresentação, que poderiam ser feitos por vários programas, mas como a maioria só conhece o da Microsoft...), por mais reveladoras, profundas e belas que sejam, levam a uma refexão de, digamos, uns trinta segundos, no máximo.
Afinal, você tem de ler e repassar dezenas delas, junto com piadas de papagaio, vídeos legais, ao mesmo tempo em que baixa músicas e conversa com 10 pessoas no MSN.
No final do dia, me pergunto, você lembra de alguma mensagem profunda? Que transformações ela causou em você? Algum "powerpoint" mudou sua vida? Duvido!
Se pegássemos uma boa mensagem e trabalhássemos nela durante uma semana (ignorando totalmente as outras), talvez algo diferente acontecesse, mas vivemos em um mundo em que mais importante que pensar é distribuir (muito rapidamente), melhor que qualidade é quantidade.
Atualmente funciono como um filtro, escolhendo algumas aleatoriamente e repassando só as que considero muito boas e mesmo assim, para um número reduzidíssimo de pessoas.
Espero que as pessoas que me enviam comecem a fazer o mesmo. Espero também que não fiquem magoadas com isso; a nossa amizade independe dessas mensagens.
Só acredito que podemos utilizar melhor o nosso tempo pra ajudar as pessoas.
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Aquecimento global
Infelizmente o tema deste post não é ficção. Há anos lemos em revistas especializadas sobre os perigos do nosso desenvolvimento desenfreado e destruidor, das conseqüências terríveis do aquecimento global, mas era muito mais fácil "tapar o sol com a peneira" e fazer de conta que essa história era só "teoria" e ninguém teria certeza de nada.
Afinal, as medidas que devem ser tomadas envolvem medidas drásticas no modo como o homem "civilizado" se desenvolve, afetando diretamente as economias dos países. E ninguém quer frear seu crescimento, diminuir seu poder, suas riquezas, a menos que seja realmente necessário.
Mas é.
Agora que todos estão sentindo na pele (literalmente) o começo dos efeitos do aquecimento global, um congresso de cientistas "esfrega na cara" um relatório com um futuro próximo nada agradável (com gosto de "nós bem que avisamos") e o tema está na boca do povo (pois passou no Fantástico), percebemos que é tarde para voltar a trás. No máximo, podemos amenizar as besteiras que o ser humano já fez.
Muitos chefes de nações já estão conscientes de que devem agir, mas muitos outros (inclusive grandões como EUA e China) ainda acreditam que vão inventar tecnologias que resolverão os problemas.... típico de poderosos gananciosos de filmes catástrofe.
E o que nós, meros mortais e pequenos indivíduos, podemos fazer?
Muita coisa.
Desde separar o lixo para reciclagem, não jogar lixo na rua, economizar recursos (energia, água potável) até ficar atento ao que os políticos andam fazendo sobre esse assunto e apoiar movimentos que defendam o nosso planeta.
Como dizem por aí "a água já está batendo na bunda", então é hora de se mexer e tomar atitude.
Infelizmente, o mundo que meu filho encontrará será bem pior do que este que eu encontrei e isso é fato. O quanto ruim, talvez isso eu ainda possa mudar.
"Nós temos que ser a mudança que queremos ver no mundo." - Mahatma Gandhi
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Adultério - Mr. Catra
Gostei do quadro, mas logo depois me decepcionei novamente com o programa:
Em sua retrospectiva, um tal de Mr. Catra, foi chamado para cantar o que, segundo o apresentador, foi um dos grandes sucessos do funk em 2006.
Demorou pra eu entender a letra (afinal, metade era a platéia que cantava) e talvez até não seja exatamente a versão original abaixo, mas o fato é que haviam pego a melodia de "Tédio", do Biquini Cavadão (que eu gosto muito) e criaram uma música(?) de incentivo ao adultério.
Eu sei, muitas músicas sertanejas/forró fazem o mesmo, mas em tom de brincadeira, mais jocoso. Esta usa exatamente essa palavra: "O bagulho tá sério, vai rolar um adultério".
E não venham me dizer que isso não influencia a mente das pessoas. A partir do momento que se ouve várias vezes que praticar adultério é algo legal, divertido, não tem como isso não ficar em algum lugar da nossa mente como verdade.
Grande ou pequena, é mais uma pancadinha no idéia de casamento e na instituição chamada família.
Adultério ( Funk ) - Mr. Catra,Funk,2006
"Sabe esses dias que tu acorda de ressaca
Muito louco, doidão, doidão
A sua boca ta cheia de lama
e a cachorra tá na cama
E o dia que a orgia tomou conta de mim
tam tam tam...
Antes, durante e depois é tesão até o fim
Na 4 por 4 que agente zoa
Whisky e Redbull quanta mulher boa
O pau ficando duro
O bagulho tá sério
Vai rolar um adultério
Garota de programa tira a minha paz(ela é demais)
Ela é profissional meu mano e do sexo
Ela sabe o que faz
É uma coisa louca quando quica em cima de mim
assim, assim, assim
Antes, durante e depois é tesão até o fim
Sentada no meu colo a gente zoa
Gata que delícia
Que gozada boa
O pau ficando duro
O bagulho tá sério vai rolar o adultéiro"
Obs: desculpem-me pelas palavras de baixo calão na letra da música(?)
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
Foto: digital X convencional - prós e contras
Na época do uso de filmes, a maioria das pessoas pensava duas vezes antes de dar um "clique", afinal, o número de fotos era bem limitado, não podíamos ver se a foto ficou boa (o ato de tirar duas fotos da mesma pose, "por garantia" era comum) e teríamos que pagar pela revelação, fosse uma ótima foto ou uma mancha borrada.
Com a chegada das digitais, todos esses problemas foram deixados de lado: os cartões de memória permitem um número considerável de fotos, podemos ver, segundos após a "batida", se a foto saiu como deveria (e apagá-la) e a revelação passou de obrigatória a opcional.
Alguém pode levantar a questão da necessidade do computador para transferência das fotos, mas isso não é verdade: o sujeito já pode mandar as fotos diretamente para uma impressora, visualizar na TV ou ainda mandar "revelar" nas óticas, que agora também trabalham com esta tecnologia. Existem até quiosques em que se pode levar a mídia (cartão, memory key, CD, disquete...), colocar algumas notas, escolher as fotos e tê-las impressas, sem precisar de funcionários.
Diante desses fatos, acredito que não compense mais comprar uma máquina fotográfica convencional, na maioria das situações, embora o investimento inicial seja maior.
Uma das conseqüências dessa revolução digital é o aumento escandaloso do número de fotos. Como é fácil tirar, baixar no micro e/ou publicar na internet, qualquer pessoa ou fato, por mais insignificante que seja, gera dezenas de fotos (quando é um evento público então, multiplique esse número várias vezes), mas, como é fácil perceber, a maioria são fotos de péssima qualidade, quando não de mau gosto, além de quase não terem relevância.
Voltando ao início do texto, na época das câmeras convencionais, até os mais amadores tinham um pouco de preocupação com itens básicos como posição, iluminação e ângulo, pois cada foto batida era uma pose a menos no filme e uma pose a mais a se pagar na revelação. As pessoas se preocupavam em tirar uma boa foto. Hoje, percebemos que muitos usam câmeras como metralhadoras giratórias, fotografando a tudo e a todos. E todas as fotos, com raras exceções, ficam no HD, no CD ou vão para a Web.
Ganhamos em quantidade, mas perdemos em qualidade.
Segurança
Outro ponto em questão é a segurança das fotos. Embora se possa imprimir as fotos e guardá-las em álbuns, pelo preço equivalente à de uma revelação, a maioria das pessoas deixa as fotos armazenadas em seu micro. O que muitos esquecem é que computadores não são assim tão confiáveis. É comum momentos inesquecíveis se perderem porque o HD deu pau, o micro foi roubado, alguém apertou "delete" demais ou qualquer outro acidente. Para esses casos, o único conselgo que dou é: FAÇA BACKUPS. Tenha os mesmos cópias em mais de um meio (HD, CD, em algum website,por exemplo), em ambientes separados (deixe os CDs na casa da sua mãe, por exemplo, ou ao menos em um cômodo diferente) e bem guardados (fotos impressas com papel e tinta de qualidade, bem guardados, duram por muitas décadas. CDs também, se seguirem esses requisitos). Backup é chato, mas vai ser mais chato se você perder "aquela" foto. E issi você irá aprender, "pelo amor ou pela dor".
Conservadores aprofundarão mais esses tópicos, dirão que a foto digital é menos viva, perde a emoção, a expectativa da revelação, essas coisas. Esses e outros temas, como a questão da privacidade, são assunto pra outros posts.
Só não dá pra negar que a fotografia digital veio para ficar e substituir as fotos convencionais. E o mundo muda à nossa volta tão rápido quanto um clique.
Fui.